terça-feira, 16 de outubro de 2018

Eu tenho medo de você

Homem de farda,
eu tenho medo de você.

Respeito, não,
medo mesmo.

Você me amedronta,
me afronta,
me achaca,
me corrompe.

Com dedo no gatilho,
não estendido,
louco para atirar,
barbarizar,
vandalizar minha vida.

Uma farda tão bela,
representava um ideal.

Suja, denegrida,
esfarrapada,
degradada pela tua moral torta.

Homem de farda,
eu tenho medo de você.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Sobre a meia idade

A meia idade já passou para mim.
Fazer cinquenta é ter a convicção de que tenho menos tempo de vida.
Minha garantia está chegando ao fim.

Afirmo isso sem melanconia, ou depressão.
Afirmo com alegria e felicidade de quem é grato com o que tem de mais importante: pais ainda vivos e saudáveis, uma família e amigos.

Ainda não me tornei quem eu gostaria de ser, não importa.
Persisto no esforço para ser melhor a cada dia.
Na maioria das vezes, perco. Mas são as pequenas vitórias que contam.

Meu copo estaria meio vazio, ou meio cheio? Não sei.
Seguirei fazendo o que entendo como certo, sem teimosia.
Posso mudar de opinião ou rumo, a qualquer instante.

Só não deixarei aqueles que estão ao meu lado.
Que me suportam, que me amam.
Meus pais, minha família e meus amigos.







terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tristeza

Dor profunda,
e sombria.

Bastião da política,
suspeito ladrão.

De outrora,
ou de hoje.

Democracia infantil,
inocentes erros.

Atrocidade feroz,
separa iguais.

Diferença não há,
engano tolo.

Elite são eles,
embolorada.

Contra nós,
todos nós.



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O extremo é tolo

Todo extremismo é tolo.

A paixão dicotômica obnubila a razão, exacerba nossas emoções.

É preciso acalmar os ânimos, afastar-se, ver o todo e colocá-la, a razão, sobre tudo.

Não existem certos, todos estão errados. Direita, esquerda, centro, todos estão de um lado só: o deles.

Tolos somos nós, que tomamos partido, defendendo suas bandeiras, enquanto a luz do dia, seguem faceiros.

Aqui, lá e acolá, o errado passa a ser certo e o certo perdeu o sentido. Nossa sociedade adoeceu, padeceu e sucumbiu a falta de um alto padrão moral e ético.

Nos tornamos corruptos inatos, daí, permanece o sistema intacto.




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Não há o que se comemorar [não existe fuga II]

É preciso se afastar... E muito.

Essa polarização enfadonha não nos permite enxergar todo o cenário numa vista panorâmica.

Permanecemos na pequinez e na miopia do absurdo radicalismo que leva a uma ação insensata sem devida reflexão.

É preciso placidez... E muito.

A mente deve estar calma, apaziguando o calor e a intensidade das paixões.

Para uma reflexão mais profunda sobre o que é o âmago, a origem de tudo.

Nossa sociedade sofre de uma doença crônica e terminal.

Perdemos a noção do certo e do errado, nossos valores morais e éticos estão nos níveis mais baixos.

Descemos ao fundo do poço e continuamos a cavar, quem sabe até as profundezas escaldantes.

E não escrevo sobre nossos representantes, mas sobre nós mesmos.

Olhe ao seu redor, quantos desacertos são cometidos na base do "jeitinho" e do "ninguém está olhando".

Pagamos "um cafézinho", furamos filas, jogamos lixo no chão, sonegamos impostos, a lei "não pega", não cumprimos contratos.

Realizamos na nossa rotina diária pequenos atos de corrupção e de pobreza moral, menosprezando o público, o de todos.

Faça a reflexão, se ponha no lugar do outro, pergunte-se antes de agir.

Busque a retidão.






segunda-feira, 25 de julho de 2016

Olímpiada

Doidivanas convence,
políticos irresponsáveis.

Maior evento do mundo,
em cidade maravilhosa.

Obras contratadas,
empreiteiros suspeitos.

Levaram bilhões,
poucas deram jeito.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Preâmbulos...


Retornamos ao final do século XIX,
revoluções, golpes, guerras e perseguições.

Migrantes em fuga,
recebidos como usurpadores indignos.

Achei que teríamos um sentido juntos,
não houve equívoco maior.

Ingleses convencidos por radical reacionário,
outro, americano, se torna presidente.

Golpe militar na Turquia,
falsa notícia.

Juro que pensei que seríamos melhores,
que o mundo estaria melhor.

Utopia do ganhar fazendo,
com que todos ganhem.

Mas não... Infelizmente não.

Nacionalismo como desculpa,
ideologia e religião, idem. 

Direita, esquerda,
Certo, errado.

Confuso, exacerbado,
extremado.

Pena.






quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Não existe fuga

Não teremos um fundo, quando chegarmos nele, dobraremos a distância e continuaremos rumo ao fim.

Isso, nossa sociedade é fraca, medíocre até.

Valores morais e éticos sólidos foram sendo deteriorados ao longo da nossa existência, estamos no apocalipse.

Agora é aguardar os quatro cavaleiros liberarem todas as desgraças e entregarmos nossas almas.

Mas não seremos salvos, iremos arder até virarmos pó por conta da nossa culpa decorrente das más escolhas nas urnas e do fato de não nos preocuparmos mais em educar nossos filhos.

Os homens de bem fracassaram e o mal prevalecerá até que tudo se esgote.

Não existe fuga.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O futuro é digital

Fonte: Sport Business Daily, foto por Getty Images
A discussão sobre a profissionalização da gestão de entidades esportivas no Brasil - paradigma difícil de ser quebrado face a forte resistência cultural, para não dizer vício de conduta - persiste.

Continuamos focados nos resultados esportivos, sem nos darmos conta que o esporte, enquanto conteúdo, apesar de supérfulo, possui uma linguagem universal e, por isso, torna-se valioso para qualquer um que busca obter ganhos através da sua associação.

Possui uma linguagem universal porque, independente da nossa origem, língua, grupo social ou cultura e mesmo sem saber de que modalidade se trata, podemos identificar que ali está acontecendo uma disputa, um confronto, um jogo.

Por esse mesmo motivo, sua abrangência é global.

Um outro ponto deve-se ao fato de que esporte é entretenimento e assim deve ser encarado.

Bom exemplo disso, ocorre nas ligas americanas, em especial na NBA, que vislumbra o futuro da liga para os próximos 10 anos como foi noticiado no site do Sport Business Daily.

A liga americana de basquete pretende readquirir alguns direitos sobre mídia digital negociados com a Turner Sports TV em 2008, vislumbrando nova possibilidades comerciais e ainda novos canais que possam ser explorados com maior rentabilidade, além de renegociar novos dias e horários para transmissão de seus jogos.

Isso mesmo, as ligas americanas determinam dia e horário de transmissão de seus jogos e negociam com diversas emissoras para adquirirem esses direitos.

Alex Martins, CEO do Orlando Magic e membro do comitê executivo disse que o foco é no futuro digital da liga. "É sobre os próximos 10 anos", disse ele.





domingo, 16 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

É culpa da natureza




Ok, você poderá me dizer que a quantidade de chuva que cai na cidade do Rio de Janeiro é acima do esperado para o mês de dezembro, quiçá para todo o Verão...


Você poderá me dizer que quando as obras forem finalizadas, tudo estará resolvido.

Você poderá me dizer que na final da Copa do Mundo FIFA 2014, se cair a chuva que cai hoje, não terá nenhuma cena como a da foto.

Eu posso até errar e ficarei feliz por isso, mas digo que, apesar de ser um profissional do mercado do esporte, não acredito em mais nada.

Sou como Tomé, aquele que precisou tocar nas chagas para comprovar sua veracidade.

Teremos problemas dos mais variados, mascarados e maquiados por tapumes, pinturas e planos de câmeras.

VVIPs e VIPs não passarão nem perto deles, muitos menos turistas estrangeiros.

Torço para que jornalistas e correspondentes do além mar tenham a audácia de buscar histórias fora das linhas limítrofes do campo de jogo e das redomas invisíveis dos organizadores.

No final, independente do custo, das mazelas e das falsas promessas políticas, essa Copa do Mundo será a melhor copa de todos os tempos como de praxe.

Pelos menos até a próxima ser realizada.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

No início

No início,
de todos,
está o mestre.

Paciente,
com o aluno,
orienta.

Refazendo,
seu conhecimento,
enquanto ensina.

Forma,
novos seres,
enfim.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quinto Elemento


Canis lupus familiaris ou simplesmente cão, está ao nosso lado há mais de 100 mil anos.

Ao longo dos séculos, o ser humano domesticou e realizou uma seleção artificial dos cães por suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos, onde o resultado foi uma grande diversidade de raças caninas, classificadas em diferentes grupos ou categorias, dentre as quais ressalto o beagle, raça de cães de pequeno e médio porte.

A raça faz parte do grupo hound, é similar na aparência ao fox hound mas menor, com pernas mais curtas e orelhas mais longas e macias.

Embora os cães da raça beagle existam há mais de dois mil anos, a raça moderna foi desenvolvida no Reino Unido por volta de 1830 a partir de várias raças, incluindo a talbot hound, o north country beagle, o southern hound e possivelmente o harrier.

Beagles são sabujos, desenvolvidos principalmente para o rastreamento de coelhos, lebres e outros animais de caça, possuindo um olfato afiado. Inteligentes, são populares como animais de estimação por causa de seu tamanho e temperamento.




Embora, tanto eu quanto minha mulher tivéssemos sempre convividos com cães, a raça entrou na vida da nossa família de modo muito peculiar quando compramos um novo apartamento para morarmos.

Ao chegarmos no prédio, vimos que o apartamento era térreo e na área externa, se encontrava uma pequena cadela beagle. Pois bem, os proprietários já haviam se mudado e quando os questionamos o que seria feito dela e eles nos responderam que não ficariam com ela, nossa resposta foi em uníssono para que a deixassem conosco. Assim foi feito.

A Laila, este era o seu nome, permaneceu como parte da nossa família por longo e alegres seis anos, falecendo aos onze. Fato este que mexeu muito com a nossa família e, principalmente nossos filhos e que me levaria a procura de uma outra beagle.

Após visitar vários criadores, chegamos a casa de uma médica e no momento que vimos os filhotes, uma feliz e agitada cadelinha, saltava implorando por atenção. Embora estivéssemos ali para escolher um dos filhotes, fomos escolhidos por ela. Fomos escolhidos por aquela que iria se tornar uma das melhores relações que já tivemos, de um amor incondicional e de total entrega.

Laika foi o nome que escolhemos. Como todo e bom filhote, aprontava todas dentro de casa. Sim, dentro de casa, porque, enquanto membro da nossa família, ela não ficava isolada num canto.

Roeu mesa, chinelos e brinquedos, fez xixi na sala, na cozinha, em todo o lugar. Uivava a noite porque não dormia conosco. Destruiu portas, portões e tudo mais. Mas nunca rosnou, nem mordeu ninguém sequer uma única vez, nenhuma vez. Quando mexíamos em sua comida, sentava e aguardava.

Mais crescida, seus hábitos "selvagens" foram ficando para trás e foi se demonstrando cada vez mais dedicada aos outros membros da família. Percebia quando alguém estava triste e ficava sempre por perto... Podíamos ter saído de casa por apenas alguns minutos que, sempre quando retornávamos, éramos recebidos com uma recepção esfuziante.

O tempo foi passando, e nosso querido quinto membro da família, é nosso somos em quatro e com ela cinco. foi envelhecendo sem perder o vigor até que fim do ano passado percebemos que algo não ia bem.



Nossa Laika, agora com dez anos e a caminho dos onze, estava doente, muito doente. Estava com linfoma e necessitava de tratamento imediato, quimioterapia para ser mais exato.

Foram oito meses até que hoje, após uma noite agitada, ela morreu em meus braços enquanto a levávamos à clínica. Fiz massagem cardíaca, mas foi em vão, percebi quando ela nos havia deixado.

Cães estão conosco desde a pré-história, realizando as mais diversas funções, sendo que a principal delas, sempre foi esta total entrega a família.

Não foi diferente com a Laika. Honrando seus ancestrais, ela sempre entregou carinho, atenção e dedicação sem esperar nada em troca. E, lógico, ela também recebeu o mesmo tanto de todos nós.

Fisicamente, ela se foi... Mas continuará em nossas mentes e corações sendo lembrada como alguém muito querido da nossa família, o nosso quinto elemento.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

As 3 afirmativas

Afirmativa 1.
Todo ser humano é o único e exclusivo responsável por sua imagem, pela sua voz e pelo seu comportamento, independente da influência do meio ou de outrem.

Afirmativa 2.
Todo atleta, enquanto ser humano, submete-se a primeira afirmativa. Sua total dedicação a modalidade escolhida é de sua inteira responsabilidade, independente dos resultados obtidos.

Afirmativa 3.
Todo o jogador de futebol, enquanto ser humano e atleta, submete-se a primeira e a segunda afirmativas.

Não existe outras afirmativas contrárias.

O executivo da bola [revisado]

Este post foi publicado originalmente no blog Performance_, mas permanece atual.

Dia 22 de janeiro de 2013, no jornal Bom Dia Brasil, foi apresentada uma matéria sobre os executivos do futebol e cabe um esclarecimento.

Tal função já existe há algum tempo, mas só agora ganha um destaque maior na mídia, sabe-se lá porque motivo.

Sua principal atividade sempre foi a de administrar os recursos disponíveis para se obter a melhor performance esportiva possível, ponto. E nisto, eles tem o seu valor.

Fato é que os atuais gestores profissionais do futebol, na sua maioria, ainda possuem uma visão míope, focada no curto prazo e nos resultados dentro de campo, negligenciando ações comerciais e ativações do marketing na programação das atividades na temporada.

Falta planejamento estratégico, visão ampla e de longo prazo, entendimento do mercado do esporte como parte da industria do entretenimento.

Falta tomar consciência da linguagem universal que o esporte possui, da abrangência global do futebol em específico e de quanto isto vale para o mercado.

Falta saber da necessidade dos meios de comunicação em veicular este tão nobre conteúdo para gerar audiência, atraindo marcas e ganhando por isso.

Falta estabelecer que a paixão da sua torcida não lhe é saudável, não gera um consumo significativo e que, simplesmente, vender espaços publicitários em seu uniforme o compara a qualquer tipo de mídia.

Faltam coisas que só seriam passíveis de serem percebidas se o futebol fosse enxergado por outras lentes que não as de sempre.

Então cabe uma a pergunta:

E aí, quando é que você vai trocar suas lentes?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Extremo

As pontas,
foram esquecidas.

Novo e velho,
não existem.

Como Babel,
só a torre importa.

Onde o ter,
tem sempre vez.

Resta o nada,
ao ser que chora. 

Quanto engano

Engano 01 - Inspirado no artigo publicado pela Meio&Mensagem, que revela um panorama bem diverso daquele de outrora.
Ação da Octagon na Copa das Confederações
Crédito: Divulgação/Octagon

Eles não sabiam... Mas deveriam saber, afinal quem trabalha com marketing tem por obrigação pesquisar e avaliar a conjuntura do mercado no qual se pretende atuar, lançar um produto ou serviço.

O mimimi é geral. Principalmente, daqueles que aportaram por aqui ou resolveram abrir braços esportivos das suas agências, achando, que surfariam as grandes ondas dos grandes eventos esportivos sem terem que queimar o pé na areia de nossas praias.


Engano 02 - Inspirado na publicação do Terra.

Foto: Getty Images
O futebol sempre foi elitista. Popular, mas elitista.

Afinal são poucos os que podem jogar no alto-nível e em grandes clubes, bem como são poucos aqueles que se revezam no comando destas equipes em campo.

Poucos, dentro de um universo de uma cidade como o Rio - só para seguir o exemplo, podem ir aos estádios para assistirem seus clubes jogarem entre si em horários onde só a grade televisiva é levada em conta.

Não seria o preço do ingresso o maior problema, estádios estão vazios há muito tempo. A culpa não é dos gestores das arenas. Esses serão as próximas vítimas de um mercado que persiste na dependência da venda de seus astros, dos meios de comunicação e das marcas para sobreviver.


terça-feira, 23 de julho de 2013

O papa é pop.



"O Papa é Pop" é o quinto álbum de estúdio da banda brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em formato de LP e CD pela BMG em 1990.

Este foi o primeiro álbum produzido pelos próprios integrantes e marca a adoção de uma sonoridade mais próxima ao pop. Foi considerado o álbum mais vendido da banda - mais de 400 mil cópias nos primeiros anos.

Com ele os Engenheiros do Hawaii foram considerados a maior banda de rock do Brasil de 1990 pela revista Bizz.

Foto:Reuters/Sergio Moraes

Tanto o álbum quanto sua faixa título cabem muito bem a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, um jesuíta.

A Companhia de Jesus foi fundada por Inácio de Loyola, que gravemente ferido na batalha de Pamplona em 20 de Maio de 1521, passou meses inválido no castelo de seu pai.

Durante o longo período de recuperação, Inácio leu livros para passar o tempo, dentre os quais Vita Christi (versão em inglês), de Rodolfo da Saxônia, e  Legenda Áurea, sobre a vida dos santos, de Jacopo de Varazze, monge cisterciense que comparava o serviço de deus a uma ordem cavalheiresca. Daí a inspiração para a nova ordem.

A rigidez da Companhia formou o novo papa. E desta rigidez, a proximidade e a preocupação com os mais necessitados, com a injustiça social e com a indiferença global.

Após sucessivos escândalos envolvendo pedofilia e fraude financeira, a cúpula católica decide por um papa mais novo, não-europeu, austero, sem frescuras e mimos. Que abdica dos sapatos vermelhos Prada, do ouro do anel de Pedro e das vestimentas ostentosas, dos privilégios e das regalias. Bem diferente de nossos políticos, que ofereceram um cafezinho no Palácio da Guanabara a um custo de R$1300,00 por pessoa.

Enxergo a escolha de Bergoglio como uma bela jogada mercadológica da santa igreja. Tanto que eu, que não sou nem mesmo católico ou cristão, estando muito mais próximo do ateísmo - embora goste de abordar temas religiosos sob uma visão menos mística e mais cultural, histórica, política, ideológica, filosófica, social e antropológica, escrevo este texto.

Se tal fato faz parte de uma estratégia mais elaborada para resgatar sua credibilidade frente a seus fiéis, não sei. Se o papa parece ser aquilo que aparenta, acho que sim.

O que importa é que vivemos um período crítico da humanidade onde existe uma perda significativa de valores morais e éticos fundamentais e Bergoglio, como Mandela e tantos outros, nos mostra quanto, pela sua postura e seu discurso.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nunca antes na história deste país

A frase foi batidamente repetida por nosso último presidente sempre que desejava enaltecer e se apropriar de algo ou alguma ação.

E cabe perfeitamente para este despertar nacional, como também para o jogo final da Copa das Confederações.

O mundo percebeu que, apesar de sermos um povo acolhedor e pacífico, existia uma sufocada e cansada parte da população que, estimulada pelo dito movimento social organizado, tomou a voz, a ação e partiu para as ruas reivindicando direitos esquecidos pelas autoridades públicas nacionais.

Atos esses que culminaram com a literal invasão durante a cerimônia de encerramento que antecedeu a magnífica final onde foi aberta uma faixa contra a privatização do maravilhoso Maracanã.

http://www.correiodeuberlandia.com.br
Fato este que, somado a tantos outros chamaram a atenção da FIFA quanto as medidas que deverão ser adotadas na organização de suas competições, uma vez que, devido a sua grande penetração mundial, seus eventos poderiam se tornar alvo de manifestações políticas desviando a atenção geral, o que poderia desagradar patrocinadores.

O que também deveria chamar a atenção do COI e o COL dos próximos Jogos Olímpicos.

Verdade é que a forma de enxergar a organização e operação de grandes eventos esportivos mudou, ou deveria mudar.

Apesar de muitos radicais afirmarem que deveríamos boicotar a Copa das Confederações e de que aqueles que ali estavam, torcendo, não eram engajados, a cada jogo da seleção brasileira ouvia-se o continuar do hino nacional após seu protocolar corte, contagiando a todos - os que ali estavam, e os que assistiam pela TV.

Tamanho fervor nacionalista, livre de dogmas e doutrinas, focado por um anseio maior, chamava atenção dos estrangeiros e empurrava nossa seleção.

A cada jogo, uma vitória. A cada vitória, um passo a final.

E que final...

Com a melhor seleção da atualidade, a Espanha tinha as melhores cotações nas bolsas de apostas. Já o Brasil, vinha num crescer dentro da competição.

Repetindo uma disciplina tática com uma forte marcação da saída de bola espanhola, não houve espaço para o famoso tic-tac e o jogo bonito se fez presente.

UOL
Os espanhóis pareciam cansados ou estupefatos, pela pressão brasileira dentro e fora de campo, nas arquibancadas.

Mérito dos brasileiros, que envolveram seu forte oponente e raramente mudaram seu padrão de jogo até o fim da partida.

Diário de Pernambuco

3X0 foi o placar.

Valorizado pelo belo espetáculo apresentado, tanto pelo Brasil, quanto pelos espanhóis e pelo despertar da população - o maior legado deixado pela competição.




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Conversa com meu pai

Nesta semana estive com meu e lhe perguntei: 

- E aí, sentiu saudades do seu tempo de líder estudantil?

Ele me respondeu, rindo:

- É... Mas no meu tempo, não fazíamos vandalismo.

Então eu disse:

- Mas é uma minoria... Talvez manipulada ou má intencionada. Que deve ser reprimida pelas forças policiais.

Daí ele concluiu:

- Se fosse um dos líderes da manifestação, ao primeiro sinal de vandalismo, afastaria todos e deixava espaço para polícia agir.

E eis que vem a sugestão pelas redes sociais para repetirmos nossos hermanos argentinos que, ao primeiro sinal de vandalismo, sentavam-se, facilitando a identificação dos meliantes.

Proponho então, que além disto, nos sentemos em frente as casas do executivo e do legislativo em ato de expor aqueles meliantes mais perversos deste país.