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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O executivo da bola [revisado]

Este post foi publicado originalmente no blog Performance_, mas permanece atual.

Dia 22 de janeiro de 2013, no jornal Bom Dia Brasil, foi apresentada uma matéria sobre os executivos do futebol e cabe um esclarecimento.

Tal função já existe há algum tempo, mas só agora ganha um destaque maior na mídia, sabe-se lá porque motivo.

Sua principal atividade sempre foi a de administrar os recursos disponíveis para se obter a melhor performance esportiva possível, ponto. E nisto, eles tem o seu valor.

Fato é que os atuais gestores profissionais do futebol, na sua maioria, ainda possuem uma visão míope, focada no curto prazo e nos resultados dentro de campo, negligenciando ações comerciais e ativações do marketing na programação das atividades na temporada.

Falta planejamento estratégico, visão ampla e de longo prazo, entendimento do mercado do esporte como parte da industria do entretenimento.

Falta tomar consciência da linguagem universal que o esporte possui, da abrangência global do futebol em específico e de quanto isto vale para o mercado.

Falta saber da necessidade dos meios de comunicação em veicular este tão nobre conteúdo para gerar audiência, atraindo marcas e ganhando por isso.

Falta estabelecer que a paixão da sua torcida não lhe é saudável, não gera um consumo significativo e que, simplesmente, vender espaços publicitários em seu uniforme o compara a qualquer tipo de mídia.

Faltam coisas que só seriam passíveis de serem percebidas se o futebol fosse enxergado por outras lentes que não as de sempre.

Então cabe uma a pergunta:

E aí, quando é que você vai trocar suas lentes?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Quanto engano

Engano 01 - Inspirado no artigo publicado pela Meio&Mensagem, que revela um panorama bem diverso daquele de outrora.
Ação da Octagon na Copa das Confederações
Crédito: Divulgação/Octagon

Eles não sabiam... Mas deveriam saber, afinal quem trabalha com marketing tem por obrigação pesquisar e avaliar a conjuntura do mercado no qual se pretende atuar, lançar um produto ou serviço.

O mimimi é geral. Principalmente, daqueles que aportaram por aqui ou resolveram abrir braços esportivos das suas agências, achando, que surfariam as grandes ondas dos grandes eventos esportivos sem terem que queimar o pé na areia de nossas praias.


Engano 02 - Inspirado na publicação do Terra.

Foto: Getty Images
O futebol sempre foi elitista. Popular, mas elitista.

Afinal são poucos os que podem jogar no alto-nível e em grandes clubes, bem como são poucos aqueles que se revezam no comando destas equipes em campo.

Poucos, dentro de um universo de uma cidade como o Rio - só para seguir o exemplo, podem ir aos estádios para assistirem seus clubes jogarem entre si em horários onde só a grade televisiva é levada em conta.

Não seria o preço do ingresso o maior problema, estádios estão vazios há muito tempo. A culpa não é dos gestores das arenas. Esses serão as próximas vítimas de um mercado que persiste na dependência da venda de seus astros, dos meios de comunicação e das marcas para sobreviver.


terça-feira, 23 de julho de 2013

O papa é pop.



"O Papa é Pop" é o quinto álbum de estúdio da banda brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em formato de LP e CD pela BMG em 1990.

Este foi o primeiro álbum produzido pelos próprios integrantes e marca a adoção de uma sonoridade mais próxima ao pop. Foi considerado o álbum mais vendido da banda - mais de 400 mil cópias nos primeiros anos.

Com ele os Engenheiros do Hawaii foram considerados a maior banda de rock do Brasil de 1990 pela revista Bizz.

Foto:Reuters/Sergio Moraes

Tanto o álbum quanto sua faixa título cabem muito bem a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, um jesuíta.

A Companhia de Jesus foi fundada por Inácio de Loyola, que gravemente ferido na batalha de Pamplona em 20 de Maio de 1521, passou meses inválido no castelo de seu pai.

Durante o longo período de recuperação, Inácio leu livros para passar o tempo, dentre os quais Vita Christi (versão em inglês), de Rodolfo da Saxônia, e  Legenda Áurea, sobre a vida dos santos, de Jacopo de Varazze, monge cisterciense que comparava o serviço de deus a uma ordem cavalheiresca. Daí a inspiração para a nova ordem.

A rigidez da Companhia formou o novo papa. E desta rigidez, a proximidade e a preocupação com os mais necessitados, com a injustiça social e com a indiferença global.

Após sucessivos escândalos envolvendo pedofilia e fraude financeira, a cúpula católica decide por um papa mais novo, não-europeu, austero, sem frescuras e mimos. Que abdica dos sapatos vermelhos Prada, do ouro do anel de Pedro e das vestimentas ostentosas, dos privilégios e das regalias. Bem diferente de nossos políticos, que ofereceram um cafezinho no Palácio da Guanabara a um custo de R$1300,00 por pessoa.

Enxergo a escolha de Bergoglio como uma bela jogada mercadológica da santa igreja. Tanto que eu, que não sou nem mesmo católico ou cristão, estando muito mais próximo do ateísmo - embora goste de abordar temas religiosos sob uma visão menos mística e mais cultural, histórica, política, ideológica, filosófica, social e antropológica, escrevo este texto.

Se tal fato faz parte de uma estratégia mais elaborada para resgatar sua credibilidade frente a seus fiéis, não sei. Se o papa parece ser aquilo que aparenta, acho que sim.

O que importa é que vivemos um período crítico da humanidade onde existe uma perda significativa de valores morais e éticos fundamentais e Bergoglio, como Mandela e tantos outros, nos mostra quanto, pela sua postura e seu discurso.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nunca antes na história deste país

A frase foi batidamente repetida por nosso último presidente sempre que desejava enaltecer e se apropriar de algo ou alguma ação.

E cabe perfeitamente para este despertar nacional, como também para o jogo final da Copa das Confederações.

O mundo percebeu que, apesar de sermos um povo acolhedor e pacífico, existia uma sufocada e cansada parte da população que, estimulada pelo dito movimento social organizado, tomou a voz, a ação e partiu para as ruas reivindicando direitos esquecidos pelas autoridades públicas nacionais.

Atos esses que culminaram com a literal invasão durante a cerimônia de encerramento que antecedeu a magnífica final onde foi aberta uma faixa contra a privatização do maravilhoso Maracanã.

http://www.correiodeuberlandia.com.br
Fato este que, somado a tantos outros chamaram a atenção da FIFA quanto as medidas que deverão ser adotadas na organização de suas competições, uma vez que, devido a sua grande penetração mundial, seus eventos poderiam se tornar alvo de manifestações políticas desviando a atenção geral, o que poderia desagradar patrocinadores.

O que também deveria chamar a atenção do COI e o COL dos próximos Jogos Olímpicos.

Verdade é que a forma de enxergar a organização e operação de grandes eventos esportivos mudou, ou deveria mudar.

Apesar de muitos radicais afirmarem que deveríamos boicotar a Copa das Confederações e de que aqueles que ali estavam, torcendo, não eram engajados, a cada jogo da seleção brasileira ouvia-se o continuar do hino nacional após seu protocolar corte, contagiando a todos - os que ali estavam, e os que assistiam pela TV.

Tamanho fervor nacionalista, livre de dogmas e doutrinas, focado por um anseio maior, chamava atenção dos estrangeiros e empurrava nossa seleção.

A cada jogo, uma vitória. A cada vitória, um passo a final.

E que final...

Com a melhor seleção da atualidade, a Espanha tinha as melhores cotações nas bolsas de apostas. Já o Brasil, vinha num crescer dentro da competição.

Repetindo uma disciplina tática com uma forte marcação da saída de bola espanhola, não houve espaço para o famoso tic-tac e o jogo bonito se fez presente.

UOL
Os espanhóis pareciam cansados ou estupefatos, pela pressão brasileira dentro e fora de campo, nas arquibancadas.

Mérito dos brasileiros, que envolveram seu forte oponente e raramente mudaram seu padrão de jogo até o fim da partida.

Diário de Pernambuco

3X0 foi o placar.

Valorizado pelo belo espetáculo apresentado, tanto pelo Brasil, quanto pelos espanhóis e pelo despertar da população - o maior legado deixado pela competição.




terça-feira, 11 de junho de 2013

Certo dia...

O mercado era equilibrado e altamente competitivo.

Concorrentes disputavam cada milímetro, cada centavo...

Era extremamente difícil e árduo aumentar sua a participação nele, até que em um dia qualquer, um sujeito que administrava uma organização 'A' teve a brilhante ideia que promoveria uma mudança radical no mercado e a levou ao conselho diretor:

- Vamos contratar os melhores e mais talentosos colaboradores de nossos adversários, oferecendo uma melhor condição de contrato de trabalho. Deste modo tornaremos nossa organização mais competitiva e enfraqueceremos a concorrência, disse.

Tal ideia foi recebida calorosamente pelos membros do conselho e o plano foi posto em prática.

Logo, verificava-se um fluxo de talentosos e brilhantes indivíduos migravam para a organização deixando a concorrência enfraquecida.

A chegada fez com que sua organização saltasse a frente das demais, ganhando uma fatia mais recheada do bolo mercadológico, mas trouxe alguns problemas:

Primeiro - seu grupo de colaboradores se sentia desprestigiado e pouco valorizado frente aqueles que ali se apresentavam e,

Segundo - a folha salarial fora inflada e o resultado líquido obtido pela ideia milaborante não fora tão alto como esperado.

Mas a concorrência não ficaria parada, percebendo o desequilíbrio do mercado tendendo para a organização 'A', trataram de movimentar-se oferecendo condições ainda mais atraentes, tanto a seus antigos colaboradores, quanto aos das demais organizações atuantes.

Uma distorção acabaria por surgir. O foco estava agora não nos bens de consumo ou serviços desenvolvidos e comercializados pelas organizações, mas sim na contratação de talentosos colaboradores, o que elevou o teto salarial destes indivíduos.

Devido a tal circunstância, as organizações passaram a firmar contratos com seus mais talentosos colaboradores estabelecendo cláusulas compensatórias de modo a cobrir não só os gastos com estes, mas estabelecer lucro.

Surgiram atravessadores, que intermediavam as negociações e faturavam com isso. Outros, aproveitavam-se da brecha estabelecida e se apoderavam das marcas e produtos das organizações, controlando-os.

No meio desta nova realidade, um outro sujeito, que administrava a organização 'B' teve uma outra ideia e a levou ao seu conselho de acionistas:

- Ao invés de gastarmos recursos para contratar talentos já existentes, vamos investir na formação de nosso próprio quadro de talentosos colaboradores... Economizaremos com custos de contratação e, nossos colaboradores se sentirão mais valorizados e prestigiados evitando o êxodo! Exclamou frente ao conselho.

Em resposta, recebeu a aprovação para tocar o projeto e estabelecer um novo paradigma mercadológico.

Seus colaboradores sentiram-se motivados a engajar na nova proposta de valorização de pessoal, produzindo mais e melhor.

Tal movimento fez com que a organização 'B' ultrapassasse a organização 'A' e se tornasse a nova líder do mercado, ganhando prêmios e valorizando a sua marca.

A concorrência, mais uma vez, não ficou parada.

Frente ao novo paradigma, tratou de utilizar práticas semelhantes, o que acabaria por produzir uma nova geração de ainda mais talentosos indivíduos e o risco de perdê-los fez com que as organizações acrescentassem mais algumas cláusulas compensatórias sobre investimento feito na formação no contrato firmado com seus colaboradores.

Mesmo assim, concorrentes ofertavam propostas substanciosas, inflacionando os custos com pessoal. Aquelas organizações que haviam investido na formação de seus colaboradores tinham duas opções: ou  cobriam as ofertas, mantendo-os em seus quadros ou negociavam com a concorrência.

Observadores eram contratados e enviados para pesquisar e recrutar novos talentos em organizações menores ou em cidades mais afastadas. Outros, autônomos, faziam o inverso, saíam a caça destes e ofereciam as grandes organizações mediante pagamento.

Tamanho caos, desvirtuou de vez o mercado, não havia mais o foco no produto, no fim. O objetivo passara a ser a obtenção de receitas através da negociação dos direitos oriundos dos contratos celebrados com seus colaboradores, o que acabaria por levar a um desequilíbrio financeiro na maioria das organizações.

Embora participando do caótico mercado, a organização 'C' tinha na sua gestão, sujeitos que gostavam e procuravam pensar de um modo mais heterodoxo, fora do padrão e com uma visão mais distanciada e ampla sobre o todo.

Certo dia, este grupo de gestores propôs algo que iria de encontro a tudo que estava sendo praticado até então.

- Retornaremos ao nosso objetivo inicial. Disse um deles.

- Investiremos na nossa produção, sem deixar de manter um programa de formação e atualização continuada de nossos colaboradores, além de criarmos um plano de cargos, salários e bonificações que valorizem o talento produtivo. Falou um outro.

- E não vamos parar por aí... Iremos procurar diversificar nossas fontes de receitas, sendo significativamente agressivos comercialmente, controlando os processos, inovando e atuando de modo transparente, dentro de fortes valores éticos e morais. Completou um terceiro, enquanto discutiam o tema no conselho diretor.

- Tem mais... Vamos abrir mão dos lucros obtidos com a negociação dos direito oriundos dos contratos firmados com nossos colaboradores, caso algum de nossos colaboradores deseje ir para a concorrência. Finalizou o primeiro.

Estupefatos, os conselheiros demoraram a compreender.

- Como assim? Não vamos mais ganhar este dinheiro?

- Não, só iremos aceitar uma indenização pelo investimento feito na formação deste colaborador descontando o tempo de serviço prestado.

- Por outro lado, vamos assumir o nosso negócio e passaremos a explorar nossa marca de modo pragmático e contínuo, agregando um maior valor a nossos produtos e serviços, e controlando todo o processo: da pré-produção ao pós-venda...

- Poderemos, num primeiro momento, sofrer algum revés, mas temos a certeza, segundo algumas pesquisas realizadas, de que sairemos na frente e nos manteremos por algum tempo assim até que haja uma reação da concorrência.

Finalizada a explanação, houve a aprovação da proposta e deliberação para que fosse colocada em prática.

Então um novo paradigma se estabeleceu, onde o sentido original havia sido retomado só que recheado de uma robustez estratégica focada na diversificação de receitas através de um incentivo sistemático de práticas inovadoras.

...

Não devemos deixar de dar a devida atenção a uma ideia ou conceito só porque foge do convencional. Do mesmo modo, não devemos continuar fazendo as mesmas coisas sem saber sua razão só porque todos as fazem.

O melhor dos mundos é estar focado em seus objetivos sem se descuidar da visão de longo prazo, saindo da caixa, vez ou outra, para buscar um novo ângulo, uma nova perspectiva.

Sou radicalmente a favor de deixar de lado o lucro advindo das receitas provenientes de cláusulas compensatórias presentes em contratos especiais de trabalho esportivo pactuado entre entidades de prática esportiva e atletas profissionais.

Somente assim, entidades de prática esportiva passariam a valorizar uma carteira formada por várias fontes de receita, buscando explorá-las de modo contundente e saindo da fatídica roda do endividamento eterno.

Difícil crer, de acreditar que isto seja possível, mas é. Sei que é... E começo a ter uma ideia de como fazê-lo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um negócio chamado futebol

Com Neymar, receita do Santos triplica em três anos.

Este é o título da matéria publicada no Jornal Valor no dia 27/05/2013.

Em 2009 o Santos havia faturado R$ 70,4 milhões e após três anos com Neymar, sua receita teria chegado a R$ 197,84 milhões.

Só com receita de publicidade, houve um crescimento de 181% no período. Parte deste ganhos veio dos contratos de exploração da imagem entre o jogador e seus 13 patrocinadores.

Agora, o jogador se foi... E o clube acertou em negociar, pois seria ganhar um pouco mais ou nada.

Mas o modelo de negócio adotado no Caso Neymar pelo Santos demonstra que, cada vez mais, as entidades de prática esportiva devem investir em um eficiente departamento de marketing, incutir a idéia de que o jogo também deve ser vencido fora de campo e que estas vitórias trarão receitas significativas para tornar a equipe ainda mais competitiva dentro das quatro linhas.

Em um outro extremo encontramos David Beckham, pendurando suas chuteiras, mas nem por isso, deixando de explorar a sua imagem... Articulistas e jornalistas, divagam sobre qual será seu próximo passo: investir no mercado da moda masculina, continuar envolvido com o futebol de algum modo e beneficiar-se disto mantendo sua imagem associada a diversos produtos, financiar obras assistenciais e, atuar, quando quisesse, como modelo na grife de sua mulher deixando aberto o mercado para sua expansão... Não se sabe.

Verdade é que enquanto um continua sendo, o outro acaba de chegar e ainda tem um longo caminho pela frente.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Uniforme "limpo": sim ou não? [Editado]

O esporte possui uma linguagem universal. E o futebol extrapola fronteiras, tornando tal linguagem, globalizada.

O mercado sabe disso e utiliza este conteúdo para promover ações comerciais e publicitárias de modo a se aproximar de seu consumidor, patrocinando eventos, clubes, equipes e atletas.

Poucos são os protagonistas do mercado do esporte que percebem seu poder de penetração nas diversas camadas sociais e a utilizam a seu favor, exigindo um maior aporte daquelas marcas que decidem expor nos espaços publicitários disponíveis e em demais propriedades, explorando suas potencialidades dentro de um planejamento estratégico que também inclua objetivos comerciais e financeiros, além dos resultados esportivos.

Mas uma vez percebido, seria realmente necessário expor uma marca em seu uniforme ou existiriam outros modos de lidar com tal receita?

A percepção do valor da capacidade de comunicação universal do esporte é um tanto míope para a maioria de seus protagonistas.

Clubes de futebol, mais especificamente, clubes de futebol no Brasil possuem uma gestão focada no envolvimento emocional e abnegado de seus principais dirigentes.

Mesmo quando gerenciados por profissionais, como os grandes clubes europeus, persistem num modelo de comercialização de espaços publicitários em seus uniformes para garantir parte das receitas necessárias para cobrir seus custos.

Quando o patrocínio extrapola a simples compra destes espaços, avançando para uma parceria mais contundente, surge um problema maior quanto a crescente dependência financeira neste modelo e pior, uma ingerência do patrocinador na gestão do patrocinado, cerceando sua autonomia administrativa.
Por outro lado, no extremo oposto da relação patrocinador/patrocinado, as ligas esportivas norteamericanas desenvolveram um modelo de negócio baseado na transmissão de seus eventos e no endosso de marcas, mantendo “limpo” os uniformes de seus times.

Este modelo, consiste em assinar, ou seja, endossar a marca, produto ou serviço do patrocinador da liga ou do time, colocando sua marca nos anúncios e embalagens dos produtos do patrocinador.

Deste modo, toda a atenção durante seus eventos volta-se para o jogo em si e seus protagonistas em campo, o que acaba por valorizá-los ainda mais, garantindo maior receita na negociação de seus direitos televisivos, onde a estratégia adotada visa o fortalecimento da liga, do todo e não de um ou outro time.

No fundo, vender ou não os espaços publicitários nos uniformes seria uma questão irrelevante, sendo o mais importante reconhecer a capacidade de penetração do esporte dada a sua linguagem universal, a extrema necessidade dos meios de comunicação em ter este conteúdo para gerar audiência, valorizar e gerar o interesse das agências que escolhem quais meios serão utilizados pelas marcas que as contratam, e as empresas, detentoras das marcas, que utilizam sua associação com valores esportivos de modo estimular o consumo e gerar mais vendas de seus produtos.

Uma vez reconhecidos os interesses das partes envolvidas, deve se estabelecer quais as estratégias serão adotadas, com objetivos e metas definidos para garantir uma melhor tomada de decisão sobre qual modelo de patrocínio deverá ser escolhido.