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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Eu tenho medo de você

Homem de farda,
eu tenho medo de você.

Respeito, não,
medo mesmo.

Você me amedronta,
me afronta,
me achaca,
me corrompe.

Com dedo no gatilho,
não estendido,
louco para atirar,
barbarizar,
vandalizar minha vida.

Uma farda tão bela,
representava um ideal.

Suja, denegrida,
esfarrapada,
degradada pela tua moral torta.

Homem de farda,
eu tenho medo de você.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Preâmbulos...


Retornamos ao final do século XIX,
revoluções, golpes, guerras e perseguições.

Migrantes em fuga,
recebidos como usurpadores indignos.

Achei que teríamos um sentido juntos,
não houve equívoco maior.

Ingleses convencidos por radical reacionário,
outro, americano, se torna presidente.

Golpe militar na Turquia,
falsa notícia.

Juro que pensei que seríamos melhores,
que o mundo estaria melhor.

Utopia do ganhar fazendo,
com que todos ganhem.

Mas não... Infelizmente não.

Nacionalismo como desculpa,
ideologia e religião, idem. 

Direita, esquerda,
Certo, errado.

Confuso, exacerbado,
extremado.

Pena.






terça-feira, 18 de junho de 2013

#APatriadeChuteiras

fonte: Ministério do Esporte

Escrito deste modo, o título parece atual, mas não é. Remete ao período da ditadura quando o futebol fora utilizado como ópio para alienar a população.

Hoje, após uma bem organizada convocação popular pelas redes sociais, o Ministério do Esporte, cujo ocupante da cadeira é filiado ao Partido Comunista do Brasil e foi líder estudantil como presidente da UNE no período histórico citado anteriormente, utiliza a mesma frase através da hashtag #APatriadeChuteiras reiterando uma campanha de união pela hashtag #JuntosBrasil, o que acaba por ser lamentável.

E ainda tem mais, o ministro afirma (leia a matéria) que o governo não irá tolerar que os protestos atrapalhem ou impeçam a realização dos jogos da Copa das Confederações 2013.

Atos violentos que depedram patrimônio público ou agridam indivíduos devem ser repudiados, mas manifestações populares pacíficas, independente de quais sejam seus motivos, não. Faz parte da democracia.


Havia uma certa impáfia de nossos políticos até então.

Tanto que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, veste uma camisa, aparentemente da seleção nacional de volei com a marca do Banco do Brasil estampada.

Uma vez que o banco que patrocina o evento é o Itaú, nossa ministra posa serelepe cometendo uma das ações de marketing de emboscada mais fantásticas realizadas até hoje, na tribuna de honra ao lado do presidente da FIFA.

(Marketing de emboscada por associação ou por intrusão é criminalizado pela Lei Geral da Copa em seu Capítulo VII Arts, 32, 33 e 34 com pena de 03 meses a 01 ano de detenção ou multa.)

Achavam-se intocáveis, afinal, os resultados das pesquisas de popularidade sinalizavam altos índices a seu favor.

Não imaginavam ou fingiam não saber que havia uma boa parte de descontentes.

Agora tem a certeza.

Resta saber o que virá a seguir. Repressão. Conciliação. Apropriação.

Quem será o próximo Lindbergh a se beneficiar com tudo?

Melhor mesmo, seria a presença das loiras holandesas barradas na África do Sul só porque vestiam laranja, a frente das passeatas distribuindo suas cervejas, acalmando baderneiros e policiais.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Um dia triste

Como um esportista que adora correr, fiquei preocupado com o acontecido em Boston.

O esporte deveria ser um momento para se celebrar a paz e a fraternidade entre os homens, nunca a violência.

Infelizmente, a humanidade coloca suas diferenças acima das suas semelhanças.