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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tristeza

Dor profunda,
e sombria.

Bastião da política,
suspeito ladrão.

De outrora,
ou de hoje.

Democracia infantil,
inocentes erros.

Atrocidade feroz,
separa iguais.

Diferença não há,
engano tolo.

Elite são eles,
embolorada.

Contra nós,
todos nós.



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O extremo é tolo

Todo extremismo é tolo.

A paixão dicotômica obnubila a razão, exacerba nossas emoções.

É preciso acalmar os ânimos, afastar-se, ver o todo e colocá-la, a razão, sobre tudo.

Não existem certos, todos estão errados. Direita, esquerda, centro, todos estão de um lado só: o deles.

Tolos somos nós, que tomamos partido, defendendo suas bandeiras, enquanto a luz do dia, seguem faceiros.

Aqui, lá e acolá, o errado passa a ser certo e o certo perdeu o sentido. Nossa sociedade adoeceu, padeceu e sucumbiu a falta de um alto padrão moral e ético.

Nos tornamos corruptos inatos, daí, permanece o sistema intacto.




sexta-feira, 15 de julho de 2016

Preâmbulos...


Retornamos ao final do século XIX,
revoluções, golpes, guerras e perseguições.

Migrantes em fuga,
recebidos como usurpadores indignos.

Achei que teríamos um sentido juntos,
não houve equívoco maior.

Ingleses convencidos por radical reacionário,
outro, americano, se torna presidente.

Golpe militar na Turquia,
falsa notícia.

Juro que pensei que seríamos melhores,
que o mundo estaria melhor.

Utopia do ganhar fazendo,
com que todos ganhem.

Mas não... Infelizmente não.

Nacionalismo como desculpa,
ideologia e religião, idem. 

Direita, esquerda,
Certo, errado.

Confuso, exacerbado,
extremado.

Pena.






quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Não existe fuga

Não teremos um fundo, quando chegarmos nele, dobraremos a distância e continuaremos rumo ao fim.

Isso, nossa sociedade é fraca, medíocre até.

Valores morais e éticos sólidos foram sendo deteriorados ao longo da nossa existência, estamos no apocalipse.

Agora é aguardar os quatro cavaleiros liberarem todas as desgraças e entregarmos nossas almas.

Mas não seremos salvos, iremos arder até virarmos pó por conta da nossa culpa decorrente das más escolhas nas urnas e do fato de não nos preocuparmos mais em educar nossos filhos.

Os homens de bem fracassaram e o mal prevalecerá até que tudo se esgote.

Não existe fuga.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nunca antes na história deste país

A frase foi batidamente repetida por nosso último presidente sempre que desejava enaltecer e se apropriar de algo ou alguma ação.

E cabe perfeitamente para este despertar nacional, como também para o jogo final da Copa das Confederações.

O mundo percebeu que, apesar de sermos um povo acolhedor e pacífico, existia uma sufocada e cansada parte da população que, estimulada pelo dito movimento social organizado, tomou a voz, a ação e partiu para as ruas reivindicando direitos esquecidos pelas autoridades públicas nacionais.

Atos esses que culminaram com a literal invasão durante a cerimônia de encerramento que antecedeu a magnífica final onde foi aberta uma faixa contra a privatização do maravilhoso Maracanã.

http://www.correiodeuberlandia.com.br
Fato este que, somado a tantos outros chamaram a atenção da FIFA quanto as medidas que deverão ser adotadas na organização de suas competições, uma vez que, devido a sua grande penetração mundial, seus eventos poderiam se tornar alvo de manifestações políticas desviando a atenção geral, o que poderia desagradar patrocinadores.

O que também deveria chamar a atenção do COI e o COL dos próximos Jogos Olímpicos.

Verdade é que a forma de enxergar a organização e operação de grandes eventos esportivos mudou, ou deveria mudar.

Apesar de muitos radicais afirmarem que deveríamos boicotar a Copa das Confederações e de que aqueles que ali estavam, torcendo, não eram engajados, a cada jogo da seleção brasileira ouvia-se o continuar do hino nacional após seu protocolar corte, contagiando a todos - os que ali estavam, e os que assistiam pela TV.

Tamanho fervor nacionalista, livre de dogmas e doutrinas, focado por um anseio maior, chamava atenção dos estrangeiros e empurrava nossa seleção.

A cada jogo, uma vitória. A cada vitória, um passo a final.

E que final...

Com a melhor seleção da atualidade, a Espanha tinha as melhores cotações nas bolsas de apostas. Já o Brasil, vinha num crescer dentro da competição.

Repetindo uma disciplina tática com uma forte marcação da saída de bola espanhola, não houve espaço para o famoso tic-tac e o jogo bonito se fez presente.

UOL
Os espanhóis pareciam cansados ou estupefatos, pela pressão brasileira dentro e fora de campo, nas arquibancadas.

Mérito dos brasileiros, que envolveram seu forte oponente e raramente mudaram seu padrão de jogo até o fim da partida.

Diário de Pernambuco

3X0 foi o placar.

Valorizado pelo belo espetáculo apresentado, tanto pelo Brasil, quanto pelos espanhóis e pelo despertar da população - o maior legado deixado pela competição.




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Conversa com meu pai

Nesta semana estive com meu e lhe perguntei: 

- E aí, sentiu saudades do seu tempo de líder estudantil?

Ele me respondeu, rindo:

- É... Mas no meu tempo, não fazíamos vandalismo.

Então eu disse:

- Mas é uma minoria... Talvez manipulada ou má intencionada. Que deve ser reprimida pelas forças policiais.

Daí ele concluiu:

- Se fosse um dos líderes da manifestação, ao primeiro sinal de vandalismo, afastaria todos e deixava espaço para polícia agir.

E eis que vem a sugestão pelas redes sociais para repetirmos nossos hermanos argentinos que, ao primeiro sinal de vandalismo, sentavam-se, facilitando a identificação dos meliantes.

Proponho então, que além disto, nos sentemos em frente as casas do executivo e do legislativo em ato de expor aqueles meliantes mais perversos deste país.