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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Eu tenho medo de você

Homem de farda,
eu tenho medo de você.

Respeito, não,
medo mesmo.

Você me amedronta,
me afronta,
me achaca,
me corrompe.

Com dedo no gatilho,
não estendido,
louco para atirar,
barbarizar,
vandalizar minha vida.

Uma farda tão bela,
representava um ideal.

Suja, denegrida,
esfarrapada,
degradada pela tua moral torta.

Homem de farda,
eu tenho medo de você.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O futuro é digital

Fonte: Sport Business Daily, foto por Getty Images
A discussão sobre a profissionalização da gestão de entidades esportivas no Brasil - paradigma difícil de ser quebrado face a forte resistência cultural, para não dizer vício de conduta - persiste.

Continuamos focados nos resultados esportivos, sem nos darmos conta que o esporte, enquanto conteúdo, apesar de supérfulo, possui uma linguagem universal e, por isso, torna-se valioso para qualquer um que busca obter ganhos através da sua associação.

Possui uma linguagem universal porque, independente da nossa origem, língua, grupo social ou cultura e mesmo sem saber de que modalidade se trata, podemos identificar que ali está acontecendo uma disputa, um confronto, um jogo.

Por esse mesmo motivo, sua abrangência é global.

Um outro ponto deve-se ao fato de que esporte é entretenimento e assim deve ser encarado.

Bom exemplo disso, ocorre nas ligas americanas, em especial na NBA, que vislumbra o futuro da liga para os próximos 10 anos como foi noticiado no site do Sport Business Daily.

A liga americana de basquete pretende readquirir alguns direitos sobre mídia digital negociados com a Turner Sports TV em 2008, vislumbrando nova possibilidades comerciais e ainda novos canais que possam ser explorados com maior rentabilidade, além de renegociar novos dias e horários para transmissão de seus jogos.

Isso mesmo, as ligas americanas determinam dia e horário de transmissão de seus jogos e negociam com diversas emissoras para adquirirem esses direitos.

Alex Martins, CEO do Orlando Magic e membro do comitê executivo disse que o foco é no futuro digital da liga. "É sobre os próximos 10 anos", disse ele.





terça-feira, 18 de junho de 2013

#APatriadeChuteiras

fonte: Ministério do Esporte

Escrito deste modo, o título parece atual, mas não é. Remete ao período da ditadura quando o futebol fora utilizado como ópio para alienar a população.

Hoje, após uma bem organizada convocação popular pelas redes sociais, o Ministério do Esporte, cujo ocupante da cadeira é filiado ao Partido Comunista do Brasil e foi líder estudantil como presidente da UNE no período histórico citado anteriormente, utiliza a mesma frase através da hashtag #APatriadeChuteiras reiterando uma campanha de união pela hashtag #JuntosBrasil, o que acaba por ser lamentável.

E ainda tem mais, o ministro afirma (leia a matéria) que o governo não irá tolerar que os protestos atrapalhem ou impeçam a realização dos jogos da Copa das Confederações 2013.

Atos violentos que depedram patrimônio público ou agridam indivíduos devem ser repudiados, mas manifestações populares pacíficas, independente de quais sejam seus motivos, não. Faz parte da democracia.


Havia uma certa impáfia de nossos políticos até então.

Tanto que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, veste uma camisa, aparentemente da seleção nacional de volei com a marca do Banco do Brasil estampada.

Uma vez que o banco que patrocina o evento é o Itaú, nossa ministra posa serelepe cometendo uma das ações de marketing de emboscada mais fantásticas realizadas até hoje, na tribuna de honra ao lado do presidente da FIFA.

(Marketing de emboscada por associação ou por intrusão é criminalizado pela Lei Geral da Copa em seu Capítulo VII Arts, 32, 33 e 34 com pena de 03 meses a 01 ano de detenção ou multa.)

Achavam-se intocáveis, afinal, os resultados das pesquisas de popularidade sinalizavam altos índices a seu favor.

Não imaginavam ou fingiam não saber que havia uma boa parte de descontentes.

Agora tem a certeza.

Resta saber o que virá a seguir. Repressão. Conciliação. Apropriação.

Quem será o próximo Lindbergh a se beneficiar com tudo?

Melhor mesmo, seria a presença das loiras holandesas barradas na África do Sul só porque vestiam laranja, a frente das passeatas distribuindo suas cervejas, acalmando baderneiros e policiais.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

X-tudo

globoesporte.globo.com

Marquei um X, um X... Cantaria a Xuxa.

Desta vez no Maracanã S/A e com a participação da Odebrecht (90%) e da gigante do entretenimento AEG (5%).

Nada de mais. Somos a cidade olímpica. Vai ser bom para o esporte nacional.

Talvez, a não ser pelo fato da demolição do Célio de Barros e, provável demolição, do Júlio Delamare para dar mais espaço a um... Estacionamento. Não sabia que existiam provas olímpicas utilizando automóveis.

Licitação vencida a parte e concessão feita, o projeto é o terceiro no mundo a ultrapassar 1 bilhão de reais.

Mas o imbróglio ainda está longe de ser resolvido, além da pendência judicial sobre o parque aquático, corre um processo do MP carioca para impedir a concessão.

Como assim? Já não estava tudo certo?

Não. Na ação, o MP afirma que o processo licitatório favoreceu o consórcio vencedor e contesta a necessidade de demolição dos já citados equipamentos esportivos e da escola municipal Friedenreich no entorno do estádio.

Tem mais, uma outra disputa corre por fora.

A Golden Goal, operadora dos camarotes desde 2005, obteve um mandato d segurança para retirar o item referente a comercialização dos respectivos camarotes da licitação, alegando que seu contrato está vigente e dura até 2015.

No final das contas, só podemos enxergar uma coisa: não é só o futebol que necessita de uma gestão profissional e competente neste país.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A mais desprezível da profissões [revisado]


Dizem que ser professor é vocação, eu digo que é maldição, pelo menos por aqui.

Desprezível é a profissão que ensina, ou ao menos tenta ensinar a pensar, a refletir e a agir. 

Isso traz problemas, e muitos. Povo pensante, reflete frente à oferta e a sua realidade. 

Pior, começa a tomar suas próprias decisões e a agir por conta própria. 

Populistas, sejam políticos, sejam de entidades de classe ou de movimentos sociais, tremem diante tal possibilidade.

Por isso nos sobra, é eu também sou professor, o resto do resto do resto do resto. 

Pesquisa da Unesco revela que os professores no Brasil recebem o terceiro pior salário no mundo, sendo que por aqui, é o pior salário entre profissionais de nível superior.

Isso quer dizer que, segundo a pesquisa, 60% dos professores na região nordeste recebem cerca de R$530,00. A média nacional dos docentes da educação básica é de R$927,00 mas a mediana é de R$720,00.

No Japão, professores formam um grupo social o qual até o seu imperador o reverencia. 

Na Coréia do Sul, seu salário se aproxima ao dos ministros de estado. 

Tigres e dragões asiáticos investiram em políticas educacionais onde a figura central e mais valorizada é a do professor.

Em cada país citado, existem professores orgulhosos por sua vocação. 

Por lá, sê-lo não é maldição.

Já aqui, em nossas terras tupiniquins, ser professor não é valorizado. 

São caçados e estão em extinção. Vê-los ou tê-los por perto é algo cada vez mais raro.

Esgotados por suas rotinas diárias entre dois, três, quatro empregos, por vezes, em três turnos, indo além das 44 horas/trabalho semanal.

Responsável por ensinar o conteúdo programático, avaliar, corrigir e educar uma maioria de alunos deseducados, sem nenhum valor moral ou ético, sem compromisso com a sua formação e sem a preocupação de seus familiares.

Haverá um dia que um professor receberá um dos salários mais altos do país.

Quando isto acontecer, serão alguns poucos sobreviventes por aí, na selva do sistema educacional.

E de tão raros, finalmente terão por suas cabeças, um alto prêmio.