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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Preâmbulos...


Retornamos ao final do século XIX,
revoluções, golpes, guerras e perseguições.

Migrantes em fuga,
recebidos como usurpadores indignos.

Achei que teríamos um sentido juntos,
não houve equívoco maior.

Ingleses convencidos por radical reacionário,
outro, americano, se torna presidente.

Golpe militar na Turquia,
falsa notícia.

Juro que pensei que seríamos melhores,
que o mundo estaria melhor.

Utopia do ganhar fazendo,
com que todos ganhem.

Mas não... Infelizmente não.

Nacionalismo como desculpa,
ideologia e religião, idem. 

Direita, esquerda,
Certo, errado.

Confuso, exacerbado,
extremado.

Pena.






quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quinto Elemento


Canis lupus familiaris ou simplesmente cão, está ao nosso lado há mais de 100 mil anos.

Ao longo dos séculos, o ser humano domesticou e realizou uma seleção artificial dos cães por suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos, onde o resultado foi uma grande diversidade de raças caninas, classificadas em diferentes grupos ou categorias, dentre as quais ressalto o beagle, raça de cães de pequeno e médio porte.

A raça faz parte do grupo hound, é similar na aparência ao fox hound mas menor, com pernas mais curtas e orelhas mais longas e macias.

Embora os cães da raça beagle existam há mais de dois mil anos, a raça moderna foi desenvolvida no Reino Unido por volta de 1830 a partir de várias raças, incluindo a talbot hound, o north country beagle, o southern hound e possivelmente o harrier.

Beagles são sabujos, desenvolvidos principalmente para o rastreamento de coelhos, lebres e outros animais de caça, possuindo um olfato afiado. Inteligentes, são populares como animais de estimação por causa de seu tamanho e temperamento.




Embora, tanto eu quanto minha mulher tivéssemos sempre convividos com cães, a raça entrou na vida da nossa família de modo muito peculiar quando compramos um novo apartamento para morarmos.

Ao chegarmos no prédio, vimos que o apartamento era térreo e na área externa, se encontrava uma pequena cadela beagle. Pois bem, os proprietários já haviam se mudado e quando os questionamos o que seria feito dela e eles nos responderam que não ficariam com ela, nossa resposta foi em uníssono para que a deixassem conosco. Assim foi feito.

A Laila, este era o seu nome, permaneceu como parte da nossa família por longo e alegres seis anos, falecendo aos onze. Fato este que mexeu muito com a nossa família e, principalmente nossos filhos e que me levaria a procura de uma outra beagle.

Após visitar vários criadores, chegamos a casa de uma médica e no momento que vimos os filhotes, uma feliz e agitada cadelinha, saltava implorando por atenção. Embora estivéssemos ali para escolher um dos filhotes, fomos escolhidos por ela. Fomos escolhidos por aquela que iria se tornar uma das melhores relações que já tivemos, de um amor incondicional e de total entrega.

Laika foi o nome que escolhemos. Como todo e bom filhote, aprontava todas dentro de casa. Sim, dentro de casa, porque, enquanto membro da nossa família, ela não ficava isolada num canto.

Roeu mesa, chinelos e brinquedos, fez xixi na sala, na cozinha, em todo o lugar. Uivava a noite porque não dormia conosco. Destruiu portas, portões e tudo mais. Mas nunca rosnou, nem mordeu ninguém sequer uma única vez, nenhuma vez. Quando mexíamos em sua comida, sentava e aguardava.

Mais crescida, seus hábitos "selvagens" foram ficando para trás e foi se demonstrando cada vez mais dedicada aos outros membros da família. Percebia quando alguém estava triste e ficava sempre por perto... Podíamos ter saído de casa por apenas alguns minutos que, sempre quando retornávamos, éramos recebidos com uma recepção esfuziante.

O tempo foi passando, e nosso querido quinto membro da família, é nosso somos em quatro e com ela cinco. foi envelhecendo sem perder o vigor até que fim do ano passado percebemos que algo não ia bem.



Nossa Laika, agora com dez anos e a caminho dos onze, estava doente, muito doente. Estava com linfoma e necessitava de tratamento imediato, quimioterapia para ser mais exato.

Foram oito meses até que hoje, após uma noite agitada, ela morreu em meus braços enquanto a levávamos à clínica. Fiz massagem cardíaca, mas foi em vão, percebi quando ela nos havia deixado.

Cães estão conosco desde a pré-história, realizando as mais diversas funções, sendo que a principal delas, sempre foi esta total entrega a família.

Não foi diferente com a Laika. Honrando seus ancestrais, ela sempre entregou carinho, atenção e dedicação sem esperar nada em troca. E, lógico, ela também recebeu o mesmo tanto de todos nós.

Fisicamente, ela se foi... Mas continuará em nossas mentes e corações sendo lembrada como alguém muito querido da nossa família, o nosso quinto elemento.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O papa é pop.



"O Papa é Pop" é o quinto álbum de estúdio da banda brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em formato de LP e CD pela BMG em 1990.

Este foi o primeiro álbum produzido pelos próprios integrantes e marca a adoção de uma sonoridade mais próxima ao pop. Foi considerado o álbum mais vendido da banda - mais de 400 mil cópias nos primeiros anos.

Com ele os Engenheiros do Hawaii foram considerados a maior banda de rock do Brasil de 1990 pela revista Bizz.

Foto:Reuters/Sergio Moraes

Tanto o álbum quanto sua faixa título cabem muito bem a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, um jesuíta.

A Companhia de Jesus foi fundada por Inácio de Loyola, que gravemente ferido na batalha de Pamplona em 20 de Maio de 1521, passou meses inválido no castelo de seu pai.

Durante o longo período de recuperação, Inácio leu livros para passar o tempo, dentre os quais Vita Christi (versão em inglês), de Rodolfo da Saxônia, e  Legenda Áurea, sobre a vida dos santos, de Jacopo de Varazze, monge cisterciense que comparava o serviço de deus a uma ordem cavalheiresca. Daí a inspiração para a nova ordem.

A rigidez da Companhia formou o novo papa. E desta rigidez, a proximidade e a preocupação com os mais necessitados, com a injustiça social e com a indiferença global.

Após sucessivos escândalos envolvendo pedofilia e fraude financeira, a cúpula católica decide por um papa mais novo, não-europeu, austero, sem frescuras e mimos. Que abdica dos sapatos vermelhos Prada, do ouro do anel de Pedro e das vestimentas ostentosas, dos privilégios e das regalias. Bem diferente de nossos políticos, que ofereceram um cafezinho no Palácio da Guanabara a um custo de R$1300,00 por pessoa.

Enxergo a escolha de Bergoglio como uma bela jogada mercadológica da santa igreja. Tanto que eu, que não sou nem mesmo católico ou cristão, estando muito mais próximo do ateísmo - embora goste de abordar temas religiosos sob uma visão menos mística e mais cultural, histórica, política, ideológica, filosófica, social e antropológica, escrevo este texto.

Se tal fato faz parte de uma estratégia mais elaborada para resgatar sua credibilidade frente a seus fiéis, não sei. Se o papa parece ser aquilo que aparenta, acho que sim.

O que importa é que vivemos um período crítico da humanidade onde existe uma perda significativa de valores morais e éticos fundamentais e Bergoglio, como Mandela e tantos outros, nos mostra quanto, pela sua postura e seu discurso.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Certo dia...

O mercado era equilibrado e altamente competitivo.

Concorrentes disputavam cada milímetro, cada centavo...

Era extremamente difícil e árduo aumentar sua a participação nele, até que em um dia qualquer, um sujeito que administrava uma organização 'A' teve a brilhante ideia que promoveria uma mudança radical no mercado e a levou ao conselho diretor:

- Vamos contratar os melhores e mais talentosos colaboradores de nossos adversários, oferecendo uma melhor condição de contrato de trabalho. Deste modo tornaremos nossa organização mais competitiva e enfraqueceremos a concorrência, disse.

Tal ideia foi recebida calorosamente pelos membros do conselho e o plano foi posto em prática.

Logo, verificava-se um fluxo de talentosos e brilhantes indivíduos migravam para a organização deixando a concorrência enfraquecida.

A chegada fez com que sua organização saltasse a frente das demais, ganhando uma fatia mais recheada do bolo mercadológico, mas trouxe alguns problemas:

Primeiro - seu grupo de colaboradores se sentia desprestigiado e pouco valorizado frente aqueles que ali se apresentavam e,

Segundo - a folha salarial fora inflada e o resultado líquido obtido pela ideia milaborante não fora tão alto como esperado.

Mas a concorrência não ficaria parada, percebendo o desequilíbrio do mercado tendendo para a organização 'A', trataram de movimentar-se oferecendo condições ainda mais atraentes, tanto a seus antigos colaboradores, quanto aos das demais organizações atuantes.

Uma distorção acabaria por surgir. O foco estava agora não nos bens de consumo ou serviços desenvolvidos e comercializados pelas organizações, mas sim na contratação de talentosos colaboradores, o que elevou o teto salarial destes indivíduos.

Devido a tal circunstância, as organizações passaram a firmar contratos com seus mais talentosos colaboradores estabelecendo cláusulas compensatórias de modo a cobrir não só os gastos com estes, mas estabelecer lucro.

Surgiram atravessadores, que intermediavam as negociações e faturavam com isso. Outros, aproveitavam-se da brecha estabelecida e se apoderavam das marcas e produtos das organizações, controlando-os.

No meio desta nova realidade, um outro sujeito, que administrava a organização 'B' teve uma outra ideia e a levou ao seu conselho de acionistas:

- Ao invés de gastarmos recursos para contratar talentos já existentes, vamos investir na formação de nosso próprio quadro de talentosos colaboradores... Economizaremos com custos de contratação e, nossos colaboradores se sentirão mais valorizados e prestigiados evitando o êxodo! Exclamou frente ao conselho.

Em resposta, recebeu a aprovação para tocar o projeto e estabelecer um novo paradigma mercadológico.

Seus colaboradores sentiram-se motivados a engajar na nova proposta de valorização de pessoal, produzindo mais e melhor.

Tal movimento fez com que a organização 'B' ultrapassasse a organização 'A' e se tornasse a nova líder do mercado, ganhando prêmios e valorizando a sua marca.

A concorrência, mais uma vez, não ficou parada.

Frente ao novo paradigma, tratou de utilizar práticas semelhantes, o que acabaria por produzir uma nova geração de ainda mais talentosos indivíduos e o risco de perdê-los fez com que as organizações acrescentassem mais algumas cláusulas compensatórias sobre investimento feito na formação no contrato firmado com seus colaboradores.

Mesmo assim, concorrentes ofertavam propostas substanciosas, inflacionando os custos com pessoal. Aquelas organizações que haviam investido na formação de seus colaboradores tinham duas opções: ou  cobriam as ofertas, mantendo-os em seus quadros ou negociavam com a concorrência.

Observadores eram contratados e enviados para pesquisar e recrutar novos talentos em organizações menores ou em cidades mais afastadas. Outros, autônomos, faziam o inverso, saíam a caça destes e ofereciam as grandes organizações mediante pagamento.

Tamanho caos, desvirtuou de vez o mercado, não havia mais o foco no produto, no fim. O objetivo passara a ser a obtenção de receitas através da negociação dos direitos oriundos dos contratos celebrados com seus colaboradores, o que acabaria por levar a um desequilíbrio financeiro na maioria das organizações.

Embora participando do caótico mercado, a organização 'C' tinha na sua gestão, sujeitos que gostavam e procuravam pensar de um modo mais heterodoxo, fora do padrão e com uma visão mais distanciada e ampla sobre o todo.

Certo dia, este grupo de gestores propôs algo que iria de encontro a tudo que estava sendo praticado até então.

- Retornaremos ao nosso objetivo inicial. Disse um deles.

- Investiremos na nossa produção, sem deixar de manter um programa de formação e atualização continuada de nossos colaboradores, além de criarmos um plano de cargos, salários e bonificações que valorizem o talento produtivo. Falou um outro.

- E não vamos parar por aí... Iremos procurar diversificar nossas fontes de receitas, sendo significativamente agressivos comercialmente, controlando os processos, inovando e atuando de modo transparente, dentro de fortes valores éticos e morais. Completou um terceiro, enquanto discutiam o tema no conselho diretor.

- Tem mais... Vamos abrir mão dos lucros obtidos com a negociação dos direito oriundos dos contratos firmados com nossos colaboradores, caso algum de nossos colaboradores deseje ir para a concorrência. Finalizou o primeiro.

Estupefatos, os conselheiros demoraram a compreender.

- Como assim? Não vamos mais ganhar este dinheiro?

- Não, só iremos aceitar uma indenização pelo investimento feito na formação deste colaborador descontando o tempo de serviço prestado.

- Por outro lado, vamos assumir o nosso negócio e passaremos a explorar nossa marca de modo pragmático e contínuo, agregando um maior valor a nossos produtos e serviços, e controlando todo o processo: da pré-produção ao pós-venda...

- Poderemos, num primeiro momento, sofrer algum revés, mas temos a certeza, segundo algumas pesquisas realizadas, de que sairemos na frente e nos manteremos por algum tempo assim até que haja uma reação da concorrência.

Finalizada a explanação, houve a aprovação da proposta e deliberação para que fosse colocada em prática.

Então um novo paradigma se estabeleceu, onde o sentido original havia sido retomado só que recheado de uma robustez estratégica focada na diversificação de receitas através de um incentivo sistemático de práticas inovadoras.

...

Não devemos deixar de dar a devida atenção a uma ideia ou conceito só porque foge do convencional. Do mesmo modo, não devemos continuar fazendo as mesmas coisas sem saber sua razão só porque todos as fazem.

O melhor dos mundos é estar focado em seus objetivos sem se descuidar da visão de longo prazo, saindo da caixa, vez ou outra, para buscar um novo ângulo, uma nova perspectiva.

Sou radicalmente a favor de deixar de lado o lucro advindo das receitas provenientes de cláusulas compensatórias presentes em contratos especiais de trabalho esportivo pactuado entre entidades de prática esportiva e atletas profissionais.

Somente assim, entidades de prática esportiva passariam a valorizar uma carteira formada por várias fontes de receita, buscando explorá-las de modo contundente e saindo da fatídica roda do endividamento eterno.

Difícil crer, de acreditar que isto seja possível, mas é. Sei que é... E começo a ter uma ideia de como fazê-lo.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Educar, lecionar, relacionar-se



"Os professores não ganham um monte de dinheiro. Eles geralmente não são considerados dignos de cobertura dos noticiários a menos que haja um escândalo ou uma greve. Na maioria das vezes, as suas principais realizações são compartilhadas apenas com colegas e familiares e não nos meios de comunicação. Tal celebração é frequentemente interrompida por alguma catástrofe no dia seguinte. No entanto, apesar dos altos e baixos, eu não posso pensar em outra profissão que me traga mais alegria e desafio em uma base diária." Rita F. Pierson.

Filha e neta de educadores, esta jovem professora nos ensina que é preciso estabelecer um relacionamento para poder educar. Sem isto, não existe nenhuma conexão e o conteúdo será em vão.

Não importa se você gosta ou não gosta de alguns de seus aluno - geralmente aqueles pelos quais voce sente menos afinidade nunca faltam - , você nunca deve transparecer isto.

Um educador, deve ser um ator e, atuando, deve construir um sólido relacionamento com seus alunos, incentivando-os e levando-os além dos seus falsos limites.

Assuma seus erros, peça desculpa, não existe problema nisto, e nem em dar uma nota baixa... O relevante é a perspectiva.

Olhar o lado bom e incentivá-los. Construir uma mudança, agregando positivismo.

Educar por profissão é fazer a diferença na vida de cada um.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Competências PSE



A devida qualificação e especialização profissional para desenvolver uma determinanda função eleva as chances de empregabilidade de qualquer um dentro de um mercado.

Quando associada a um conhecimento em áreas afins e com o aprendizado de idiomas estrangeiros, ampliam ainda mais suas possibilidades, aumentando o campo do especialista e lhe concedendo uma visão mais ampla e abrangente.

Sua experiência profissional adquirida ao longo de vida, sempre servirá como facilitador para aquele que postula uma entrada em um mercado que já lhe é familiar.

A história escrita ao longo de sua trajetória de vida e da sua família com heranças, bens emocionais e vivências dão a cada um as características que irão diferenciá-lo no mercado e permitirão um olhar mais peculiar sobre o cargos e suas atividades.

Mas estar qualificado profissionalmente não será o suficiente para garantir a entrada no mercado desejado.

Para otimizar suas chances, deve-se adquirir mais conhecimento sobre o setor almejado, identificando seus principais atores, como se relacionam e interagem entre si.

Deve-se descobrir por onde circulam, como frequentar os mesmos ambientes e de que modo apresentar-se. Feito isto, definir quais ações e os recursos serão necessários para que ocorra uma aproximação com o fim de propiciar um contato direto.


Uma vez estabelecida entrada com as relações formadas, o reconhecimento positivo do mercado sobre você propiciará sua valorização, gerando maiores e melhores benefícios.

Embora qualificado e com as conexões certas, ao surgir uma oportunidade, deve-se ter a preocupação sobre sua condição emocional para o enfrentamento de diversos fatores estressantes relativos a função oferecida.

O primeiro deles refere-se ao cargo e a função em si, seu nível hierárquico e grau de responsabilidade dentro de uma organização.

O segundo refere-se ao local, seja a região geográfica, seja a instituição na qual será realizado trabalho.

O terceiro estaria relacionado as pessoas, com quem será realizado o trabalho, tanto internamente, quanto externamente, direta ou indiretamente.

Por último e não menos importante está o momento.

Sua decisão deve ser precedida do estudo destes fatores comparando-os aos benefícios a serem somados na sua carreira profissional, ao retorno financeiro propiciado e a qualidade de vida.

De nada adianta estar profissionalmente capacitado se, emocionalmente não existam condições favoráveis ao suporte do estresse, seja negativo ou positivo, oriundo, principalmente, das relações sociais referentes a função.

Cuide para que desenvolva rapidamente sua capacidade emocional de lidar com o estresse em seus diversos níveis e esteja pronto para oportunidade.